Hoje é Quinta-feira, 5 Mar. 2026 | 16 Adar, 5786 Parashá da semana: Parashat Ki Tisa Acendimento das velas (SP): 6h:12

Hachnasat Orchim Servir o outro é servir a D’us

Na Parashat Vayerá (Bereshit 18:1–8), a Torá nos apresenta uma das cenas mais sublimes
da história da humanidade:

“E apareceu o Eterno a Avraham… e ele levantou os olhos e viu três homens em pé diante
dele.”

Avraham Avinu, no terceiro dia após sua brit milá, senta-se à entrada da tenda, em meio ao
calor do deserto, à procura de viajantes. Mesmo debilitado, ele corre ao encontro dos
estranhos, prostra-se diante deles e oferece água, pão, sombra e descanso.

O gesto de Avraham não foi apenas cortesia.
Ele via em cada pessoa a imagem divina (Tzelem Elokim). Ao servir pão e água, ele servia
o próprio Criador.

O Zohar HaKadosh ensina que cada ato de bondade é um canal para que a luz divina
habite o mundo físico. Assim, quando oferecemos hospitalidade, não apenas abrimos nossa
casa, mas abrimos as portas do Céu.

Por isso, nossos sábios afirmam:

“A mesa do homem é como o altar do Templo” (Berachot 55a).
Quando alguém come à nossa mesa e sente conforto, respeito e amor, é como se uma
oferenda de paz fosse feita diante de Hashem.

Avraham não delega sua hospitalidade. Ele mesmo corre, prepara, serve e supervisiona.
O versículo repete várias vezes: “Ele correu… ele apressou-se… ele serviu…” — mostrando
que a pressa em fazer o bem é sinal de amor espiritual.

O Midrash Tanchuma comenta:

“Avraham correu para os anjos, e Hashem correu para Avraham.”
Assim, quem se apressa a fazer o bem, atrai a rapidez da misericórdia divina sobre si.

Em um mundo onde cada um vive em seu próprio ritmo, Hachnasat Orchim é um chamado
para voltar à essência do judaísmo:
o amor ativo pelo outro, a generosidade sem esperar retorno, a abertura de coração.

Receber alguém — seja um convidado em casa, um amigo precisando de escuta ou até um
desconhecido em busca de um sorriso — é um ato de santidade.
Porque quando servimos o outro, estamos servindo o próprio D’us.

Avraham não construiu uma sinagoga — ele abriu uma tenda com quatro entradas, para
que qualquer viajante pudesse entrar.
Essa tenda representa o coração de cada judeu, que deve estar aberto em todas as
direções, pronto a acolher, ouvir e amar.

“Servir o outro é servir a D’us.”
Pois a presença divina se manifesta onde há bondade, hospitalidade e calor humano.

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